Cada país da América Latina é diferente e está em um estágio diferente de desenvolvimento de infraestrutura necessária à assistência oncológica e à capacidade de seus serviços. Apesar disso, os países compartilham muitos desafios em relação à maior adoção da oncologia de precisão. Nesse sentido, identificamos dez desafios.
O problema geral mais premente na América Latina é a brecha de capacidade entre os sistemas privados de saúde e o setor público em matéria de oncologia de precisão. Os recursos, especialização, qualidade e acesso podem ser fundamentais para os relativamente poucos que têm acesso e cobertura no mercado privado de saúde, enquanto os sistemas públicos de saúde ou da previdência social, que atendem a maioria da população, costumam ter um atraso de muitos anos. É urgente marcar o caminho a seguir para a medicina de precisão nos sistemas de saúde do setor público, abordando os seguintes desafios:
- A instabilidade política e a incerteza econômica dificultam a geração da vontade política e liderança necessárias.
- A medicina de precisão favorece avanços em oncologia e doenças raras, mas outras questões de saúde pública também são prioridades.
- Há incapacidade de exportar conhecimentos especializados de grandes áreas urbanas para áreas mais rurais devido às grandes restrições geográficas e demográficas.
- Há uma percepção de que os preços são muito altos para medicamentos inovadores direcionados e testes moleculares sofisticados.
- Sistemas complementares de diagnóstico e suporte da indústria para testes de pacientes são um caminho mais acessível do que os esforços para expandir os serviços de medicina laboratorial e patologia de ponta.
- Há uma incorporação desigual de medicamentos direcionados e testes moleculares no sistema. Mesmo quando aprovada, o uso é lento e pode ser ineficaz.
- A falta de uma infraestrutura de pesquisa clínica local relevante significa que há poucos dados ou evidências para apoiar determinações de valor real em nível nacional para medicamentos direcionados e equipes de teste.
- As equipes de atendimento multidisciplinar e os conselhos sobre tumores moleculares são difíceis de estabelecer e implementar devido à fragmentação do sistema de saúde, a falta de especialistas e a falta de financiamento para este trabalho.
- Há uma variedade de diretrizes de prática clínica para câncer procedentes de diversas fontes, em sua maioria desatualizadas ou adaptadas apenas ao que está disponível, em vez de ser adaptadas às recomendações.
- O apoio dos pacientes e do público à oncologia de precisão ainda está na fase inicial no relacionado à divulgação educacional, mensagens e definição de objetivos.




